sexta-feira, 30 de maio de 2008

Dança afro!

Gente,
Ví esse espetáculo e é lindo!!!!
Assistam: "O Reino do outro mundo - Orixás"
Dança afro contemporânea na sua melhor forma com maravilhosos dançarinos, musicas incríveis (imagina ver Xangô dançando ao som de "Give peace a chance" ou Exú dançando "Carmina Burana"....) um figurino brilhante e o mais incrível: dentro de uma igreja!
Putz!
FE-NO-ME-NAL!!!
Bafão!
Do balacobaco!
Vale a pena assistir e conhecer um pouco do universo de nossa cultura brasileira que parece que nós estamos tentando sufocá-la cada dia que passa.
Parabén ao Rubens Barbot pelo incrível trabalho cênico e corporal que ele atingiu junto com seus bailarinos......
PÁRA TUDO!.... QUE XANGÔ ERA AQUELEEEEEEEE!!!!

Minha mãe


Mês de maio é o mês da minha mãe!
Além de ser o mês de todas, foi aniversário da minha dia 20 agora.
Isso mesmo... minha mãe é de touro! Putz! Vai ter uma mãe taurinha pra ver o que te acontece...
Mas enfim...
Essa é minha prêta! Que eu amo!
Que agora, mais do que nunca, é minha amiga, minha confidente. Coisas que eu pensava que seriam reprimidas por ela... hoje ela me dá até apoio. (quê?!.. tem alguma coisa errada não???)

Êta lê lê!!!! É melhor do que se pensa!
Nem daria para esconder as coisas dela... Essa menina sabe quando eu não estou bem sem eu ter que dizer nada! Quando não sonha comigo, tem sensações, vai entender... Já recebi uma ligação e, ao invés de ouvir um "Oi' ou um "Alô!", ouvi: "O que é que está acontecendo contigo?..." Caraca!
Sabe aquele ditado: "quando não se pode vencê-los...." Pois é! Tive que vestir a carapuça. A pretinha me venceu. Que ótimo! Assim ganho mais comidas gostosas e tratamento vip (tipo, não ter que lavar a louça de castigo aos domingos, né Ana?! kkkkkk) quando passo o dia com ela.

Abaixo uma pequena frase que o filho de Elisa Lucinda (ela é linda!) quando tinha 4 anos disse a ela que eu dedico à minha mãe Lia Regina:

"Mãe, sabe por que eu gosto de você ser negra? Porque combina com a escuridão. Então, quando é de noite, eu nem tenho medo... Tudo é mãe e tudo é escuridão..."

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Festa no Apartamento!!!!


Descobertas!
O texto abaixo é de Martha Medeiros.
A cada dia que passa, me dou conta que isso é a pura verdade. Achamos que felicidade é uma grande coisa, quando na verdade são nossas pequenas conquistas...
Vamos entender que a melhor música é a que toca no "nosso apartamento".
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"Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras. Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, Antonio Cícero,uma música que dizia: "Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento".
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.

As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes... Falsos sorrisos... Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das angústias. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, ricos, sedutores. "Nunca conheci quem tivesse levado porrada; todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo".Nesta era de exaltação de celebridades fica difícil mesmo achar que a vidada gente tem graça. Mas tem.
Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista.
As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento!"

Cheers!
Beijo no Pé!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Vou dançar!!!

Meu coração está nas alturas!
Voltei a dançar!
Muita energia!
Muita emoção!
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E desta vez vou apresentar minha "dança-primeira", minha descoberta de corpo no universo, a dança dos meus ancestrais, a dança de minha mãe, a dança de meu povo, a dança de meu país..
A DANÇA AFRO
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Sempre fui inclinada às danças ritualísticas, onde se dança para deuses ou entidades...
Engraçado que no momento que estou dançando minha sensação é de oração, de fusão com o universo. Exatamente o que acontece quando canto meu mantra budista, quando oro meu daimoku... Eu me fundo com a energia do universo, o universo me absorve e nós nos tornamos um. E a harmonia se cria.
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Amigos....
Aguardem:
"PREMA - UM AMOR INCONDICIONAL"
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Casaremos Yemanjá (o Brasil) com Krishna (a India).
Estamos montando com muito carinho e provando que nós somos um único povo, uma única nação.
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Aqui uma das lindas músicas do espetáculo:
"Oxum lava meus olhos,
Oxum minha emoção
Oxum lava meus olhos,
Oxum minha emoção
Oxum mãe das águas,
lava o meu coraçao
Oxum flor das águas,
lava o meu coração...
Beijo no pé!
Namaste!
Saravá!

domingo, 11 de maio de 2008

Um homem precisa viajar...

Mais um texto...
Esse eu amo!
Como amo tudo que coloco aqui nesse blog...
Duro e realista esse texto tenta, de alguma forma, acabar com preconceitos...
Vamos viajar!
Vamos abrir o coração para o novo!
Vamos ver o mundo como ele realmente é!
Vamos ter opinião própria!

"... Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver".
Amir Klink

terça-feira, 6 de maio de 2008

comer, rezar, amar


Acabei de ler um livro que me tocou muito, "comer, rezar, amar" de Elizabeth Gilbert.

Me tornei uma pessoa que respeita muito o que o próprio coração manda. Não gosto do que é imposto, do que é tradicional, do que é "normal". Penso que precisamos conhecer tudo para pode escolher o que realmente queremos. Temos um grande medo, no fundo, do que é desconhecido. E reprimimos, muitas vezes por uma enorme e imaculada inveja, quando os outros lutam para seguir suas não-tradicionais formas de viver.

Nesse livro ela narra um período de sua própria vida que aos 30 anos se viu numa profunda depressão ao descobrir que não era feliz no casamento. Pede o divórcio, passa pela pior experiência de sua vida, perde quase tudo, depois se demite e parte para uma viajem de um ano pelo mundo. Na Itália, em quatro meses, aprendeu a arte do prazer de comer e engordou os 11 quilos mais felizes da sua vida. Na India se dedicou à arte da devoção e embarcou em quatro meses de contínua exploração espiritual. Em Bali, estudou a arte do equilíbrio e se apaixonou - por um brasileiro! - da melhor maneira possível: inesperadamente.

Engraçado, romântico e puro, esse livro me fez chorar em um parágrafo e no seguinte cair às gargalhadas.

Parabenizo, louvo, agradeço essa mulher (com um certo tom de inveja, óbvio) que teve exatamente a atitude de ouvir seu coração e lutar contra tudo e todos para ser feliz. O exemplo dela me encheu de ânimo e, tomara que esteja enchendo de ânimo o coração de muita gente.


"Se você tem a coragem de deixar para trás tudo que lhe é familiar e confortável (pode ser qualquer coisa, desde a sua casa aos seus antigos ressentimentos) e embarcar numa jornada em busca da verdade (para dentro ou para fora), e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo que acontece nessa jornada como uma pista, e se você aceitar cada um que encontre no caminho como professor, e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar (e perdoar) algumas realidades bem difíceis sobre você mesma... então a verdade não lhe será negada."
(Elizabeth Gilbert)