Mostrando postagens com marcador filme. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filme. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de março de 2009

Quem quer ser um milionário???


Ontem vi o tão precioso filme que ganhou o Oscar. Fiquei muito feliz! O filme mereceu esse reconhecimento! A India mereceu esse Oscar!

Finalmente os brasileiros vão saber o que é um filme indiano. Ok! produzido na Inglaterra, tá bom, porém com o mesmo padrão de qualidade de um filme Bolywoodiano legítimo. Acredite! os filmes bollywodianos são tão bons quanto esse! Não fiquei surpresa com a qualidade da fotografia. Eles são gênios nisso. Fazem fotografias perfeitas. Tudo bem que as historinhas bobocas muitas vezes enchem até o meu saco, que gosto da coisa, imagina dos holywodianos assumidos?!...

Mas oh!... Vale a pena! Assistam!

Depois me contem se vcs não amaram a última cena, a da dancinha... E tenho certeza que vão acabar dando uma sacudidinha em cima da cadeira e acabar achando "lindinha" a dança final. O que me deixa bolada é que todo mundo tem preconceito com as danças. Antes, todos me sacaneavam. Ninguém queria ver meus filmes. Agora tá todo mundo quieto. Daqui a algum tempo, o que vai ter de gente fazendo aulas de bollywood e confessando gostar "só um pouquinho" não vai estar no gibi. Aí eu vou ver a "Evolução do Preconceito" (gostei desse nome, vou fazer um filme tb)! haha! Me aguardem!...
---
Lindo mesmo é que esse filme mostra a verdadeira India e os verdadeiros indianos. Não mascara nada. Mostra a pobreza como ela é na India e o caráter dos indianos que.... não é mole não mermão. Tem muita gente mal caráter no mundo, tem em todo lugar, ok. Só que como a India tem a fama de ser espiritualizada, as pessoas confundem e acham que eles são bonzinhos e até bobos. Bobos nada! São espertos! São malandros! São safados! E são mesmo! Vai ver o filme!
---
Senti muitas vezes dor no coração das crianças pedindo esmola. E elas vinham em bando mesmo, como no filme. Nossa! Senti até frio na barriga lembrando das crianças... Elas são as coisas mais lindas que a India tem. Nenhum monumento se compara ao olhar doce delas. Elas sim, são puras (até estarem contaminadas...).
---
Cada ator desse filme merece o reconhecimento que estão tendo. Parabéns a todos que contribuíram por essa "pérola de cultura".
---
Os indianos mesmo não gostaram do filme e nem estão assistindo muito lá. Dá para acreditar? Dá sim! Lembram do "vuco-vuco" que foi "Cidade de Deus"? Ou até mesmo "Tropa de Elite"? Aquele pensamento medíocre de: "Não vamos mostrar as coisas ruins do nosso país!.." Pois é. A India não está gostando nenhum pouco da popularidade da sua sujeira e da sua hipocrisia sendo exposta dessa forma.
---
Tem que mostrar mesmo! Não é o país o que mais importa. O que importa mesmo é mostrar o que existe dentro do coração das pessoas. Se será o Brasil ou a India, não faz diferença.

ESTAMOS TODOS NO MESMO BARCO!

(minha cena favorita. kkkkk)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

The Namesake


Gente, esse filme é lindo!
Me fez chorar, sem saber ao certo o motivo de eu estar chorando.
Ele mexe com sentimentos que nem se sabe quais são. E te faz pensar!
Tudo é muito simples! Tudo é muito puro! Tudo é muito comum. E vc fica a semana lembrando...
É indiano, mas tem para alugar aqui no Brasil.
Aluguem! Vale a pena!
Assisto tudo que consigo da Mira Nair. Para quem não sabe, é a autora e diretora dos filmes: "Casamento à indiana" e "Kama Sutra".
Essa mulher tem uma sensibilidade incrível!
-------
Segue abaixo um pequeno resumo do filme:
"Uma pequena pérola e uma grande surpresa é o que nos revela Mira Nair quando nos apresenta esta sua última obra. The Namesake é uma história simples sobre a integração de uma família indiana na sociedade norte-americana. Relata-nos o seu crescimento, as suas alegrias, tristezas e contrariedades. A simplicidade utilizada é apenas um formalismo, um mecanismo para representar algo que por vezes nem todos sabemos; que a noção de família é algo universal, algo de comum em todos os cantos do Globo, qualquer que seja o local onde nascemos e crescemos. Apesar das diferenças, esta família poderia ser a família de qualquer um de nós em todas as suas qualidades e defeitos.
A história de The Namesake inicia-se na Índia há cerca de trinta anos atrás e atravessa duas gerações. É inicialmente contada na perspectiva de uma jovem mulher, Ashima, interpretada pela cativante e excelente Tabu, e transita lentamente para a perspectiva do seu filho, Gogol, um jovem indiano, nascido anos mais tarde, já em solo americano. Este nome, do qual ele não se orgulha e que pretende alterar, tem uma origem e um significado que remonta à juventude do seu pai e que encerra em si próprio um mistério por desvendar.
Em The Namesake o choque e as diferenças culturais são um tema sempre presente. Os costumes, tradições, hábitos de uma cultura e de outra colidem constantemente. Amor, amizade, perda, dor, saudade, todos confluem num nexo de causalidade intenso. O filme mergulha-nos na cultura indiana, em toda a sua riqueza e beleza e mostra-nos um retrato intimista que raramente nos é dado a conhecer.
The Namesake é um dos mais belos hinos à família que se viram no cinema. Toca-nos porque nos revemos em cada palavra que é dita ou que fica por dizer. Encarna em si tudo aquilo que somos, tudo o que aprendemos e todos em que tocamos. Mostra-nos aquilo que os nossos pais nos transmitem e os erros que cometemos por não os compreendermos e não sermos compreendidos. Contém em si, o peso de se crescer, de nos tornarmos adultos e independentes. Mostra-nos todas as escolhas erradas quer fazemos. No fundo, The Namesake encerra em si a nossa luta eterna contra o tempo e a impossibilidade de se voltar atrás a um canto da memória em que nos era permitido sermos felizes."

terça-feira, 22 de abril de 2008

Filme - Uma Jornada de Esperança


Tenho gostos cinematográficos fora dos padrões "normais hollywoodyanos".

Meus filmes favoritos não são produções norte americanas como a maioria das pessoas, claro, com algumas brilhantes excessões. Gosto dos chamados filmes "cult", no inglês: culto, nome merecidamente dado, já que se tratam da verdadeira cultura, independentemente de qual país o tenha produzido.

Procuro assistir filmes de todos os cantinhos desse mundo e estudar diferentes culturas. Gosto de ver as diferenças de uma cultura para a outra. Procuro ter olhos e coração puros para entender e respeitar nossas diferenças (nós e dos outros países), coisa difícil de ver nas pessoas. Aprendemos a gostar dos "americanos", dos fast-foods americanos, dos filmes americanos, da postura americana de ser... Acabamos nos perdendo da nossa própria cultura brasileira (pois nem é mais totalmente nossa) e acabamos julgando "as outras" diferentes, no pior sentido da palavra, sem ao menos conhecê-las, criando assim um imenso "pré-conceito" detrutivo.

Isso me deixa revoltada! Somos educados a ser ignorantes e discriminativos , e quando tentamos não ser, quando brigamos por mais aprendizados, somos ironicamente chamados de "cult", como se ser "cult" fosse um novo adjetivo (não muito agradável) a pessoas consideradas "diferentes" dos padrões "normais". Digo assim pois é exatamente o que acontece comigo muitas vezes...

Enfim... É difícil dialogar com pessoas ignorantes!... apesar de eu tentar muitas vezes... e continuarei tentando, já que respeito essa opinião.
Afinal, para respeitar a cultura alheia, tenho, antes de mais nada, respeitar a minha, o meu povo...


-----------


Ontem, assisti um filme africano com meu pai (esse eu tô quase conseguindo! hehe) chamado: UMA JORNADA DE ESPERANÇA, ganhador de diversos prêmios.

"É a história de um pequeno menino chamado Musa que vê sua família morrendo por uma misteriosa "bruxaria" no interior da África do Sul. Ele sai de seu povoado para encontrar o tio que saiu para trabalhar, e aproveita para tentar arrumar dinheiro para comprar a vaca que foi sacrificada aos deuses pela saúde do pai, este que acabou morrendo também.
Musa conhece um homem que o ajuda a encontrar o tio e, no decorrer da história ele descobre o verdadeiro nome da tal "bruxaria" que, não estava matando só no povoado dele, mas em todo o país: a AIDS."


Vê como os africanos lidam com essa doença é muito curioso. Eles simplesmente não a aceitam e fazem o possível para continuar não acreditando nela. Recorrem a deuses para salvá-los sem ao menos usar prevenções adequadas.

E eu paro para pensar: "Eles não tem culpa! São criados, educados e condicionados a pensar assim! É preciso muita paciência e trabalho árduo para levar a devida informação e acabar com a ignorância do mundo."
Não podemos julgá-los e pensar que nós somos os donos da verdade ou que eles "têm o que merecem" pela atitude que tomam..... eles simplesmente NÃO SABEM! Precisamos respeitá-los até nisso.
E isso não é só um problema deles!
É nosso também!
É de todos que, quando olham uma situação dessas sentem um pingo de indignação e tristeza.

Aprendi, no grupo de dança do budismo que fiz parte quando nova, que se eu estiver dançando corretamente e brilhando no palco, mas se existir pelo menos uma dançarina errada, TODO O GRUPO foi fracassado. Se uma é derrotada, todas nós somos.
Penso que isso se aplique ao mundo também.

Beijo no pé de todos!